segunda-feira, 25 de junho de 2012

Dinheiro: fácil de gastar e difícil de poupar!



Entra e sai mês e você fica se perguntando: vale a pena guardar dinheiro para o futuro ou seria melhor gastar e comprar aquele celular maravilhoso no cheque especial ou então “colocar” aquele tablet no cartão de crédito. Para a maioria das pessoas, fazer dívidas ainda é o caminho mais rápido para adquirir aquilo que levaria alguns meses de disciplina e renúncia. A velocidade em sacar o dinheiro de plástico da carteira é inversamente proporcional ao tempo médio que o brasileiro leva para quitar as dívidas que não cabem mais no bolso.

Pesquisas indicam que aumentou o número de cheques devolvidos e também o número de pessoas com prestações em atraso (os inadimplentes) em 2012.

E se grande parte da renda mensal está comprometida com prestações e parcelas no cartão de crédito, como guardar dinheiro então? E por que guardar dinheiro?

Perguntas simples, merecem respostas mais simples ainda. Como guardar dinheiro? Que tal começar a fazer um planejamento. Assim que receber seu salário ou sua renda mensal, separe logo o dinheiro que “pretende” guardar todo mês. Podem ser R$ 10, R$ 20, R$ 100, R$ 1.000 ou mais. Lembre-se: não existem fórmulas prontas, pouco ou muito. Cada caso é um caso. O importante é formar o hábito de poupar e poupar todo mês, sem traumas. Ao mesmo tempo, comece a analisar seus gastos mensais. Muita coisa pode e deve ser cortada. Você irá se surpreender!

E por que guardar dinheiro? Afinal de contas, guardar por guardar, não faz sentido. Aí, vale a dica de quem já sofreu com isso e aprendeu com a vida e com os livros. Defina claramente o que chamamos de objetivos de vida. Anote seus sonhos numa folha de papel (ou numa planilha Excel): comprar o carro, a moto, a casa; viajar; pagar uma plástica ou montar o consultório. Separe-os pelo tempo necessário a sua realização: sonhos de curto, médio e longo prazos, porque é preciso definir o horizonte de tempo. Depois, pesquise quanto custa cada sonho e determine o montante que precisará guardar para realizá-los.

O importante é sair da tradicional rotina do endividamento eterno e migrar para a vida de poupador. E se ainda tiver dificuldades, procure ajuda com um planejador financeiro pessoal. Este profissional poderá auxiliá-lo a definir a estratégia mais adequada para a realização de seus sonhos.

Texto publicado na Coluna ECONOMIA - Denise Estrella

Jornal Gazeta Niteroiense - www.gazetanit.com.br
Edição Nº 44 – Semana de 16 a 22 de junho a de 2012.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

DE OLHO NO TEU BOLSO!


Ao que tudo indica, está na hora de pesquisar, exercer o seu poder de escolha e partir para as negociações. Seu bolso irá agradecer! Esta semana o Governo anunciou sua decisão de promover a redução dos juros cobrados nos novos financiamentos imobiliários da Caixa Econômica Federal. Além disso, a concorrência entre os bancos consolidou o movimento na direção da diminuição das taxas de juros cobradas nas novas contratações em grande parte da rede bancária (em determinadas linhas de crédito).

Temos que comemorar também a queda da taxa básica de juros da economia brasileira, medida pela Taxa SELIC, que desde 30/05 foi reduzida para 8,5% ao ano. O sentimento é de que entramos numa nova era: esta é a menor taxa básica de juros da história do país. Mas é bom lembrar que este é o gatilho que aciona as novas regras de rentabilidade da poupança para os depósitos efetuados a partir do dia 4 de maio. Todos os novos depósitos realizados a partir de 04/05/12 passam a ter rendimento equivalente a 70% da taxa SELIC + variação da taxa referencial (TR) no mês, toda vez que a taxa SELIC for igual ou menor que 8,5% ao ano. 

As cadernetas abertas até 03 de maio irão manter a forma antiga de remuneração: rendimentos de 0,5% ao mês mais a variação da taxa referencial (TR), independente da taxa SELIC.

A redução este mês foi de apenas 0,5% na taxa básica de juros e pouco irá mexer no bolso do poupador. À medida que a taxa de juros for caindo, esta diferença começará a ter importância. Portanto, a partir de agora será interessante acompanhar de perto as próximas datas das reuniões do Comitê de Política Monetária (COPOM), pois o mercado prevê que o governo (leia: Banco Central)  deva promover novas reduções da taxa básica de juros até o fim do ano.

Próxima reunião do COPOM: dias 10 e 11 de julho/12. Os economistas prevêem novo corte de 0,5% na taxa SELIC.

Fique de olho e comece a fazer as contas! Você deve comparar com as demais aplicações financeiras consideradas conservadoras e que estão disponíveis em seu banco! Procure seu gerente ou seu Planejador Financeiro Pessoal. Daqui pra frente, este profissional será seu eterno aliado, pois ele será capaz de montar uma estratégia de investimento adequada aos seus objetivos de vida e voltada para realizar seus sonhos! Ficou com dúvidas? Se quiser conversar mais sobre este assunto, envie um e-mail. Boa semana!

Texto publicado na Coluna ECONOMIA - Denise Estrella

Jornal Gazeta Niteroiense - www.gazetanit.com.br
Edição Nº 43 – Semana de 09 a 15 de junho de 2012.


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quarta-feira, 13 de junho de 2012

DÚVIDAS: COMO SAIR DAS DÍVIDAS?



LEITOR:


EXCELENTE SEU SITE.
Sempre fui organizado me perdi e estou endividado até o fundo do poço.
Como não consigo cumprir os compromissos, carro, emprestimo e cartão de crédito que esses 3 vão quase metade do meu salário.
Pensei primeiro em devolver o carro mas vi que sempre fica dívida e o crédito passa a ser negado para novas aquisições.
Como os juros e uma fatia alta era o cartão de crédito, decidi não pagá-lo e juntar o dinheiro principalmente para quitar o empréstimo e depois voltar ao cartão de crédito e quitá-lo (Divida 11.000), assim vou juntando algum dinheiro para ter uma entrada.
A pergunta é meu nome irá pro SPC, e quando quitar a divida o crédito na praça voltará? Simples assim ou tem algum outro problema que não vi?..
Desde já agradeço.







ALDINEIDE:


1) Antes de qualquer coisa analise porque você chegou a essa situação, depois tente resolver o motivo para não continuar piorando.

2) Faça seu orçamento, veja onde você pode economizar fazendo cortes, é importante que você envolva toda família, fica mais fácil.

3) Sabendo quanto você pode dispor mensalmente vá resolvendo um problema de cada vez.

4) veja como banco qual o valor para quitar o carro e faça uma comparação com o valor do mesmo no comércio se for viável venda o carro e com o dinheiro liquide o mesmo e se ainda sobrar liquide o cheque especial ou empréstimo.

5) Se não tem mesmo como pagar fez bem em deixar de pagar o cartão de crédito, mas seu nome vai para o SPC/SERASA sim iso não tem como evitar, mas "o que não tem remédio remediado está"

6) quando quitar a dívida seu nome volta a ter crédito, se liquidar com desconto o mesmo banco não vai lhe dá novos crédito, é considerado um cliente que gerou prejuizo.





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segunda-feira, 11 de junho de 2012

CASAL: QUANDO AS FINANÇAS SÃO MOTIVOS DE BRIGA


As diferenças fazem parte. Muitos casais convivem muito bem com a frase "os opostos se atraem". No entanto, se as divergências envolvem finanças, o problema pode ser maior do que se pensa. Quando um preza pela poupança enquanto o outro não se controla nos gastos, é briga certa. E a palavra apaziguadora é planejamento. O Dia dos Namorados está aí e o Diario ouviu especialistas que trouxeram dicas de como organizar as finanças no relacionamento.


Dicas do consultor financeiro Gustavo Cerbasi, autor do livro Casais inteligentes enriquecem juntos, e de Aldineide Rios, autora do blog Feliz e sem dívidas.


1. Dedique uma hora por semana para cuidar das finanças

Procure fazer uma planilha com despesas de alimentação, transporte (passagem ou combustível), pequenas compras e lazer. Lembre de considerar gastos com o filho, se tiver. Analise também a semana que passou e quanto representou dos valores mensais. Trace metas com base nesses dados.


2. Poupe e invista

São três reservas: uma para emergências, outra para realizar sonhos e a terceira para investir a médio e longo prazo. Os sonhos devem ser mensuráveis (exemplo: uma semana em Fernando de Noronha, R$ 5.000) e com prazo definido (seis meses para juntar). Divida o valor entre os dois de acordo com a receita - quem ganha melhor, pode contribuir com mais. Definido o destino, por exemplo, vocês já devem procurar promoções de passagens aéreas e hospedagem, economizando ainda mais.


3. Estabeleça prioridades

Se está devendo, faça uma lista dos seus credores. Aqueles que cobram maior taxa de juros devem ser pagos primeiro - cheque especial e cartão de crédito. Se tiver poupança, use-a para quitá-los - o rendimento não compensa os juros cobrados. Em segundo lugar, em geral, vêm os financiamentos de eletrodomésticos e eletrônicos. Por último, financiamento de automóveis, crédito consignado e pessoal.


4. Procure uma renda extra

Se ainda assim, as contas estão apertadas, procure uma receita a mais, mesmoque seja temporária. “Faça bicos, venda alguns bens, veja se você realmente precisa do pacote completo da tv a cabo ou pode mudar para um mais modesto e mais barato”, indica Cerbasi. Vale explorar um talento (cozinhar, costurar, desenvolver sites) ou fazer parcerias com amigos. E sempre negocie com o credor, procurando melhores taxas e parcelas que caibam no seu orçamento.


5. Compre com antecedência

Fazendo uma lista de presentes para comprar durante o ano, como os de aniversários de amigos e familiares, Dia das Mães e Dia dos Pais, você pode
comprá-los com desconto e mais calma. “Para que comprar correndo? Se você vir algo que é a cara da pessoa, mesmo que a festa só seja em dois meses, pegue e guarde”, recomenda Aldineide. O mesmo vale para o material escolar dos filhos, por exemplo. Antecipar a relação de livros com o colégio para outubro ou novembro, antes do reajuste de preços, pode trazer uma boa economia.


6. Não deixe a discussão ir para o lado pessoal

Dinheiro é sempre um assunto delicado. Falar para o outro quanto ganha e quanto gasta nem sempre é confortável, mas lembre-se que juntar as receitas não significa anular a individualidade. Evite criticar o outro e esfrie a cabeça antes de discutir, evitando que uma pequena questão financeira se torne uma briga passional.




FONTE: DIÁRIO DE PERNAMBUCO






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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Desmistificando a “difícil arte de escolher”.


Basta ligar a televisão, acessar a internet ou ler o jornal, para perceber que as mudanças na caderneta de poupança e nas taxas de juros praticadas nos empréstimos bancários continuam sendo os assuntos do momento.

A alteração nas regras de remuneração da poupança está obrigando os investidores brasileiros a repensar suas escolhas de investimento. Natural que isto esteja ocorrendo porque as mudanças afetam diretamente a parte popularmente mais sensível do corpo humano: o bolso!

Na tomada de decisão de um investidor não existem fórmulas prontas e cada caso é um caso. Vários aspectos estão envolvidos e devem ser avaliados com cuidado. A rentabilidade é apenas um deles.


Na semana passada, um dos pontos levantados foi a questão da utilização do questionário disponibilizado pelos bancos, chamado Análise do Perfil do Investidor (API), como auxiliar na identificação do perfil do investidor e sua aversão ao risco, para que haja uma adequação do produto ao cliente. E quais seriam as aplicações financeiras mais adequadas para cada perfil?



A escolha, no perfil conservador, deve ser concentrada na caderneta de poupança, nos fundos DI (fundos de investimentos que busca rentabilidade que acompanhe a variação da taxa de juros), nos fundos de curto prazo e/ou no chamado CDB-DI, que é o certificado de depósito bancário (CDB) emitido e oferecido pelo seu banco e que acompanha a variação da taxa de juros (taxa DI).

No caso do perfil moderado, o universo de escolha pode ser ampliado, acrescentando produtos com mais risco na cesta conservadora: os fundos de renda fixa; os certificados (CDB) com uma taxa prefixada; e, aplicando um pouco (e aos poucos) em fundos multimercado, fundos de crédito privado, fundos cambiais, fundos de ações e/ou ações diretamente na bolsa de valores.

E o cliente arrojado (ou agressivo), além de poder aplicar um percentual maior nos produtos mais arriscados da cesta moderada, ele poderá destinar uma pequena parcela para fundos imobiliários, fundos de investimentos em direitos creditórios (FIDC), derivativos e outras aplicações do mercado financeiro.

O importante é que ninguém é obrigado a seguir a alocação descrita acima ou a sugerida pelo gerente do banco ou a definida no questionário. Conservador, moderado ou arrojado, cabe ao poupador brasileiro definir a estratégia mais adequada ao seu perfil, as suas necessidades e ao seu plano de vida.


Texto publicado no Jornal Gazeta Niteroiense Coluna Economia - Denise Estrella
Edição Nº 41 – Semana de 26 de maio a 01 de junho de 2012.

quinta-feira, 7 de junho de 2012

FAZER RESERVA MESMO ENDIVIDADO? POR QUE?




Existem vários caminhos que podemos seguir para poupar dinheiro, mas os especialistas financeiros são consensuais numa deles: ter um fundo de emergência. Após esse objetivo, pode então atacar as dívidas e iniciar os investimentos.

O que é um fundo de emergência?

Um fundo de emergência é uma poupança com elevada liquidez (que possa ser usado de uma dia para o outro) e que não é usada para mais nada que não seja uma emergência, como por exemplo:
  • Arranjo do carro após um acidente
  • Doença súbita
  • Desemprego
  • Outros acontecimentos inesperado

Quanto devo poupar?

Aqui não existe uma resposta consensual, depende muito do risco que pretende correr.
Há quem diga que basta ter uma vez o seu salário, outros dizem que deve conseguir viver durante 3 meses sem rendimentos.
Analise a sua situação e pense no pior cenário, e depois construa um fundo de emergência que cubra esse cenário. Se tem uma profissão em alta no mercado, em poucos meses consegue encontrar emprego, mas se for uma profissão em baixa, então terá de ampliar o número de meses.
Quanto mais colocar no fundo de emergência, menos dinheiro terá para investir e reduzir a dívida, por isso deverá procurar um equilíbrio entre estes dois fatores (segurança e investimento).
Para começar um fundo de emergência só há uma forma: colocar dinheiro de parte todos os meses até atingir o que pretende.

O mais importante é que não mexa nesta conta, a não ser por causa de uma emergênciaUma boa forma de resolver os seus problemas financeiros é:
1. Fazer um fundo de emergência para 3 meses
2. Eliminar as suas dívidas
3. Aumentar o seu fundo de emergência para 1 ano


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domingo, 3 de junho de 2012

OS JOVENS E AS DIFICULDADES DAS FINANÇAS PESSOAIS


Aos jovens que estão iniciando sua vida profissional eu faço uma pergunta: Vocês sabem lidar com dinheiro? naturalmente vão responder que sim afinal quem é que não sabe... engano, poucas pessoas sabem conviver de forma harmoniosa com o dinheiro, fazendo dele um aliado e não um inimigo.
Inimigo sim pois se não tiver um bom relacionamento com o dinheiro vai terminar se endividando ou não tendo nenhuma reserva para garantia de imprevisto e isso poderá deixar você com dor de cabeça, preocupado, sem sono ou "amarrado" a uma empresa ou função que irá atrapalhar seu crescimento profissional simplesmente porque não poderá se dar ao luxo de pedir demissão e corre atrás dos sonhos. 

Leiam as postagens abaixo e comece a se preparar ou reverter a situação já instala. 

SEJA DONO DE SEU DESTINO


  1. Primeiros rendimentos profissionais, cuidado com a empolgação.
  2. Assumindo as próprias despesas.
  3. O impacto das dívidas no início da carreira
  4. Bens de consumo. De sonho a pesadelo.

Estudem o assunto, assistam palestras, leiam livros, enfim tratem o assunto com a seriedade que ele merece.

DICA: passe um mês anotando TODOS os seus gastos para saber para onde está indo seu dinheiro, muitas vezes nos preocupamos com as despesas grandes enquanto o vilão está nas despesas pequenas, como lanches e besteiras.


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domingo, 27 de maio de 2012

EMPRESA DÁ UMA MÃO NA EDUCAÇÃO FINANCEIRA


Com tanto crédito liberado pelos bancos, anúncios constantes de redução de taxas para financiamentos e o aumento do poder aquisitivo dos trabalhadores, fica fácil contrair dívidas e perder o controle do orçamento. Por causa disso, a educação financeira está se tornando a nova palavra de ordem nas empresas brasileiras. Depois de uma década implantando o conceito de sustentabilidade, os empresários agora querem ajudar seus funcionários a comandar suas contas, reduzindo assim o estresse dentro das companhias e aumentando a produtividade.
“O crédito pode ser usado para o bem ou para o mal. E a diferença entre cada lado está na quantidade de informação que as pessoas têm sobre as operações financeiras que realizam. Nós só conseguimos controlar aquilo que conhecemos, então é preciso saber quais caminhos podem nos ajudar e quais são perigosos”, explica o consultor do Itaú e do Instituto de Educação Financeira (IEF), Jurandir Macedo. Segundo ele, até os anos 1950, controlar o orçamento era comum no Brasil. Com as variações da inflação nas décadas seguintes, porém, o hábito foi esquecido. “É hora de recuperar esse tempo de controle. Se a educação financeira não é vista nas escolas, as empresas podem e devem suprir essa lacuna. É uma tendência que veio para ficar.”
Bom para Maria Severina de Abreu, cozinheira da Itamaracá Transportes. Com problemas nos cartões de crédito, por causa do descontrole de um de seus dependentes, Maria usou o projeto Birô Cidadão da empresa para organizar suas finanças. O programa é uma consultoria permanente que ajuda os funcionários da Itamaracá e seus familires a resolver questões financeiras, jurídicas e nutricionais. “Fui conversar com a consultora e ela me ajudou a priorizar minhas dívidas, entender as taxas que eu pago e aprender como economizar”, afirma. Depois disso, os cartões foram guardados por um bom tempo. “Voltarei a usá-los quando estiver tudo quite.”
A mudança de comportamento foi aprovada por Angêla Gipirana, coordenadora e consultora do Birô. “Sabemos que quando alguém está com uma dívida, fica desatento, irritado, impaciente e até falta ao trabalho para tentar resolver o problema. Logo, ao ajudar o funcionário, estamos trabalhando para o rendimento e harmonia da empresa”, ressalta. De acordo com a coordenadora, além de administrar melhor o orçamento, os empregados ainda aprendem, na consultoria, a economizar nas contas de casa. “Damos dicas de como diminuir os gastos com água, luz, telefone, gasolina e até na feira. Isso também faz parte de educação financeira.”
Aposentados
Além da ajudar os funcionários, as empresas brasileiras também estão investindo na educação financeira dos seus aposentados. Aqui, o esforço não tem retornos diretos, sendo esse um projeto social. Um bom exemplo em Pernambuco é a Gerdau, que desde o ano passado contratou uma consultora com esse objetivo. A ajuda veio de Aldineide Rios, que trabalha há cinco anos com educação financeira – sendo inclusive consultora financeira dos funcionários locais do Sebrae.
“Fiquei muito feliz com a iniciativa, porque quando as pessoas se aposentam recebem uma boa quantia de dinheiro e, ao mesmo tempo, têm uma diminuição significativa do salário. É comum, então, você ver essas pessoas passando dificuldades depois”, comenta. Nesse caso, as dicas da consultora são investir em previdência privada, deixar parte do dinheiro na poupança, e cortar despesas extras. “Ter uma velhice sem dívidas é possível, basta se planejar.”
Saiba mais
Veja os dez mandamentos da educação financeira
1. Anote seus gastos
Tenha uma cartilha, detalhe tudo o que você comprou no mês e especifique todas as suas contas;
2. Converse sobre dinheiro com sua família
Dívidas não podem ser um tabu. Debater com sua mulher/marido e seus filhos já é uma forma de convidar todos a ajudarem no orçamento e educá-los;
3. Não culpe  os outros por suas dívidas
Reclamar do salário, dos impostos, do seu cargo não vai ajudar a solucionar suas dívidas. Evite esse desgaste e entenda que a escolha entre ser um poupador ou um “gastador” é sua;
4. Pense duas vezes antes de comprar alguma coisa
Compras devem ser fruto de escolhas e escolhas devem ser tomadas após uma reflexão sobre o assunto;
5. Não seja extremista na economia
Deixar de tomar um cafezinho todos os dias ou de depilar as pernas não vai fazer você ficar rico;
6. Use o cheque especial apenas para emergências
Entenda que o cheque especial não é uma extensão do seu salário. É um crédito que deve ser usado apenas em situações extremas;
7. Nunca faça o pagamento mínimo do cartão de crédito
O pagamento mínimo é a mesma coisa que rolar a dívida. Você não diminui sua dívida ao pagá-lo, apenas ganha um prazo maior para pagá-la;
8. Poupe pelo menos 5% do seu salário
O ideal é poupar 10%, mas 5% é o mínimo indicado. E não espere sobrar dinheiro para guardar. Faça da poupança um hábito tal qual pagar a conta de
luz e de água;
9. Tenha metas e guarde dinheiro para realizá-las
Ter objetivos é o melhor estímulo para juntar dinheiro. Planeje seus sonhos junto com sua poupança e invista nos seus desejos
10. Pense na sua aposentadoria
O teto do INSS tende a perder valor com o passar dos anos. Se você não economizar, vai ter uma queda de padrão na hora em que se aposentar. Por isso, vale a pena investir na previdência privada o quanto antes.
FONTE: JORNAL DIÁRIO DE PERNAMBUCO
Para contratar palestra e curso: AQUI

sábado, 26 de maio de 2012

CASAMENTO: SÓCIOS DO LAR



Quando ele está sobrando é motivo de alegria, mas quando falta é dor de cabeça na certa. Sobretudo quando duas pessoas estão envolvidas, o dinheiro, se mal administrado, pode gerar muitos conflitos para um casal. A solução para isso é abrir mão da individualidade. Assim como a cama, as finanças devem ser divididas pelos parceiros, tanto nas alegrias quanto nas despesas. “O casal funciona melhor quando todos os gastos e planejamentos financeiros são realizados em conjunto. Rendimentos separados revela que o casal já se está pensando em divórcio”, diverte-se a consultora financeira Aldineide Rios.

Independentemente de quem ganha quanto, o casal deve sentar no início de cada mês para decidir o que fazer com o salário. “Principalmente se já têm filhos, já que as despesas são ainda maiores. Junte todo o dinheiro da família e liste todos os gastos da casa. Analise o quanto se gasta e dê limites. Se está gastando além da conta, comece a economizar. Estipule valores para cada coisa. Por exemplo: uma quantia vai para o lazer, outra para as contas principais”, recomenda a analista. 

Outro ponto importante é separar uma parte dos rendimentos para investimentos. “Antes de pagar qualquer coisa, separe dez por cento do dinheiro da família e deposite na poupança, por exemplo. Lembrando que esse dinheiro não é para gastos do dia a dia, nem para comprar coisas novas para casa, é uma reserva financeira”, explica Rios. Sobre ter ou não uma conta conjunta, o casa decidel. “Não há uma regra definida quanto a isso. Para alguns parceiros esse recurso dá certo, para outros não. Mas isso não quer dizer que você não possa tentar”, sugere.

A administração financeira a dois, assim como em qualquer área do relacionamento, funciona melhor à base do diálogo. “Se a mulher é mais descontrolada e o marido econômico, não vai dar certo. Eles precisam gastar de uma forma mais ou menos parecida. É bom que o parceiro que consome mais siga o exemplo do mais controlado”, orienta. Aliás, a parceria é a alma do negócio. “Há quem ganhe mais e queira impor as regras ou quem ganhe menos e se sinta constrangido. Por isso, é importante unir os ganhos, sem cobranças e dividir as despesas”, completa. 

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A difícil arte de escolher.


De certa forma, todos nós fomos atropelados positivamente pelas mudanças ocorridas recentemente no mercado financeiro. O corte provocado pelo governo nas taxas de juros praticadas nos bancos oficiais alterou o patamar de negociação dos novos empréstimos e possibilitou a renegociação de algumas dívidas antigas, inclusive nos demais bancos. Além disso, as mudanças nas regras de remuneração da poupança abriram espaço para a taxa básica de juros (taxa SELIC) continuar caindo sem as limitações da lei que criou a poupança.

Diariamente fazemos várias escolhas quase que naturalmente: qual roupa vestir; qual caminho escolher para levar as crianças ao colégio ou para ir ao trabalho; o que fazer para o almoço ou em qual restaurante almoçar; e assim por diante. E as escolhas financeiras, onde ficam em sua vida? É complicado ou você nem pensa nisso? As escolhas de hoje definem a sua vida amanhã, esteja certo disso!

Portanto, se você está endividado, está na hora de reavaliar. Fazer algumas contas e se planejar para aproveitar a redução das taxas cobradas em seu banco e até mesmo verificar os juros cobrados em outros bancos. Porém, você pode não se enquadrar no perfil de quem pagará a taxa mínima divulgada nos comercias de TV e jornais. Em alguns casos, estes empréstimos em condições especiais exigem que o cliente tenha um relacionamento antigo com o banco, tenha dinheiro aplicado e títulos de capitalização e, por último, não tenha outras dívidas.

Caso você faça parte do seleto grupo dos que conseguem guardar um dinheirinho todo mês, você também terá que avaliar suas escolhas daqui pra frente. Você se pergunta: qual é o melhor produto de investimento? Mas a pergunta que deveria fazer é: qual é o produto de investimento melhor para o meu perfil de investidor?

Atualmente, os bancos são obrigados a disponibilizar um questionário chamado “Análise de Perfil de Investidor” (API) que busca identificar a situação financeira, a experiência em investimentos, a idade, os objetivos pessoais, os prazos das aplicações e o nível de aversão ao risco. A análise combinada desses dados gera a classificação básica do perfil de risco dos investidores: conservador (busca segurança em seus investimentos), moderado (aceita correr um pouco de risco para ter rendimentos acima da inflação) ou arrojado/agressivo (aceita correr mais risco no médio e longo prazo).

Depois de conhecer o seu perfil de risco como investidor, ainda é preciso avaliar outros aspectos importantes: o produto certo para o seu perfil, a tributação de cada aplicação, seu objetivo de investimento, a taxa de administração dos fundos, sua experiência em investimentos e o risco do investimento oferecido pelo seu banco. Boa semana!

Texto publicado na Coluna de Economia - Denise Estrella
Edição Nº 39 (semana de 12 a 18 de maio/2012) do Jornal Gazeta Niteroiense: www.gazetanit.com.br  

domingo, 13 de maio de 2012

segunda-feira, 7 de maio de 2012

VOCÊ SABE QUANTO ESTÁ PAGANDO DE JUROS POR MÊS?



Faça um levantamento de quanto você está desembolsando por mês com juros, incluindo nessa conta os juros em carnês, conta de luz, telefone, condomínio etc. LISTE TUDO


Você verá que se tivesse guardando esse dinheiro em uma poupança no final de um ano o montante seria bem significativo.


Agora, como se livrar desse juros se não tem dinheiro para liquidar? trocando juros caros por juros mais baratos. Os juros do cheque especial por exemplo é quase o dobro dos juros cobrados em empréstimo parcelado.


Acompanhe mensalmente quanto você está desembolsando de juros e estipule uma meta para você de redução desse desembolso, provavelmente esse será o melhor caminho para você sair das dívidas.






domingo, 6 de maio de 2012

MERCADO FINANCEIRO: Mudanças levam a reflexões.


Mudar a regra que mexe no bolso do investidor não é uma tarefa simples. E é complicado alterar um produto campeão, um dos investimentos mais utilizados pela maioria das pessoas que tem contas em bancos. Muito menos quando ainda se tem na memória recente a questão do confisco da poupança no período Collor.

A caderneta de poupança é um investimento tradicional, conservador e muito popular entre investidores de todos os níveis de renda.
A modificação nas regras de remuneração da caderneta de poupança passa a valer para novas cadernetas abertas e novos depósitos em poupanças antigas. Para esses casos, o cálculo da rentabilidade será baseado na taxa de juros básica da economia, medida pela taxa SELIC. Sempre que a taxa SELIC estiver igual ou abaixo de 8,5% ao ano, os rendimentos dos novos depósitos passam a ser calculados com base em 70% dessa taxa SELIC mais a variação da TR. Importante: Os direitos adquiridos pelos antigos poupadores (100 milhões de contas de poupança) serão mantidos: remuneração de 0,5% ao mês mais a variação da TR, a qualquer nível da taxa SELIC.
Essas alterações levam a repensar nossas escolhas daqui para frente e é nesta hora que é preciso refletir sobre todos os aspectos da tomada de decisão de um investidor. Rentabilidade é importante? Claro! É o seu bolso. 
O noticiário divulgou o ranking com o desempenho das aplicações financeiras em abril/12. O ouro disparou em 1º lugar, engordando o bolso do investidor em 5,33% ao mês (am); o dólar comercial subiu 4,44% am; a média dos fundos de renda fixa valorizou 1,08% am; a média dos fundos multimercado subiu em torno de 1% am; a média dos fundos DI rendeu 0,72% am; a caderneta rendeu 0,52%, já líquida de impostos; e a bolsa caiu 4,17%.
Nada de inércia quando se trata do seu dinheiro, mas também nada de trocar de aplicação toda hora que for divulgado um novo ranking. Você precisa avaliar o seu perfil de investidor (conservador, moderado ou arrojado), o imposto cobrado em cada produto, seus objetivos de investimento de curto, médio e longo prazo, a taxa de administração dos fundos de investimentos e, principalmente, o RISCO de cada produto oferecido na prateleira do banco.
-> Nem tudo é indicado para você.

Texto publicado na Coluna de ECONOMIA - Denise Estrella 
Edição 38 (5 a 11 de maio/ 2012) do Jornal Gazeta Niteroiense: www.gazetanit.com.br

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Nova regra da poupança será anunciada nesta quinta-feira

BRASÍLIA – O Palácio do Planalto marcou para amanhã o anúncio da proposta de mudança na regra de remuneração da caderneta de poupança, conforme apurou o Valor. As alternativas técnicas sugeridas pela área econômica estão sobre a mesa da presidente Dilma Rousseff.

A decisão será tomada depois de reuniões "políticas" da presidente, segundo uma fonte da equipe econômica. Hoje, Dilma se reúne com o ministro da Fazenda, Guido Mantega. Amanhã, a presidente vai se encontrar com o Conselho Político, com as centrais sindicais e empresários, em encontros separados, para obter apoio à medida.

Dilma quer "sentir o pulso do momento" dos principais atores políticos antes de enviar aos parlamentares a proposta do governo de reforma da poupança.

A mensagem que o ministro Mantega leva a Dilma é clara: a equipe econômica (Ministério da Fazenda e Banco Central) "teme" que a questão, de alta sensibilidade política, sofra contágio eleitoral e o projeto preparado pelo governo seja alterado durante a discussão.

Setores do Palácio do Planalto, no entanto, entendem que as principais dificuldades políticas à aprovação de uma reforma nas regras da poupança seriam menos intensas do que as enfrentadas no fim de 2009, quando o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva recuou de suas pretensões de alterar a poupança depois do bombardeio da oposição.

Projetos
Diante da possibilidade de o Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central, continuar reduzindo a Selic, a rentabilidade da caderneta se tornou uma barreira para os juros que precisa ser removida.

Na mesa de Dilma existem dois projetos prontos, entregues pelo Ministério da Fazenda, que alteram a poupança. O preferido pelos técnicos é o que substitui os juros fixos de 0,5% ao mês (6,17% ao ano) pela Selic, aplicado um redutor de 20%. Sob esse projeto, a poupança passaria a entregar ao aplicador uma taxa de 80% da Selic mais a Taxa Referencial (TR), e continuaria isenta do Imposto de Renda (IR).

O segundo projeto prevê o fim dos juros fixos e também da TR, e a remuneração passaria a ser distribuída em nove faixas de juros, que valeriam de acordo com o patamar da Selic. Quando a taxa básica de juros estivesse em 8,5% ao ano ou mais, a poupança renderia 0,63% ao mês. Esse seria o teto. A partir daí, os cortes na Selic serviriam de gatilho para as demais faixas de remuneração, até o piso de 0,23% ao mês.

Há outras ideias em discussão, como o antigo projeto de 2009, de taxar as poupanças com mais de R$ 50 mil com Imposto de Renda. Mas técnicos asseguram que a decisão de Dilma se dará sobre um dos dois projetos já prontos.

(Claudia Safatle e João Villaverde | Valor Ecomômico em 02/05/2012)

quarta-feira, 2 de maio de 2012

CADERNETA DE POUPANÇA: REGRAS DE REMUNERAÇÃO NOVAMENTE EM JOGO.


Na hora de aplicar o dinheiro que sobra no fim do mês, a escolha do brasileiro continua sendo a caderneta de poupança, disparada na preferência popular. E faz todo sentido: trata-se de um produto de investimento de fácil entendimento e acessível à população.  

Além de ser um produto padronizado (igual em qualquer banco), também garante ao poupador uma rentabilidade sobre o valor investido de 0,5% ao mês + variação da Taxa Referencial (TR), ou seja, pelo menos 6,17% ao ano. A caderneta oferece a possibilidade de resgate a qualquer momento (a isso damos o nome de liquidez), segurança, isenção de imposto de renda e é considerada um investimento de baixo risco. É excelente para criar a disciplina do hábito de poupar. Alguns bancos oferecem a poupança programada, aonde o indivíduo guarda para o futuro e com regularidade: todo mês!

Com a redução da taxa de juros para 9% ao ano, a caderneta voltou ao centro das atenções. À medida que a taxa de juros cai, a poupança tende a ser mais atraente que os demais produtos vinculados à taxa de juros. A rentabilidade da caderneta tem sido um pouco acima de 6,17% no ano. Um Certificado de Depósito Bancário (CDB) oferecido pelos bancos, remunerando 90% da atual taxa de 9% ao ano, geraria uma rentabilidade final de 6,89% ao ano. Se a taxa de juros reduzir para 8% ao ano, este mesmo CDB engordaria o bolso do investidor em 6,12% ao ano, abaixo da rentabilidade da poupança.

Cabe ressaltar que o dinheiro da caderneta é, prioritariamente, destinado aos financiamentos imobiliários e os recursos que entram no banco através dos CDBs são direcionados para as ofertas de linhas de crédito (crédito pessoal, cheque especial, capital de giro) e para a compra de títulos do governo.

Portanto, é necessário manter a atratividade dos diversos produtos de investimentos para que o sistema financeiro impulsione os vários setores. E as regras de remuneração da poupança precisam mudar para o Brasil avançar na direção dos juros baixos. O ponto forte dessa discussão é manter a confiança dos brasileiros na caderneta de poupança.

Texto publicado na Coluna de ECONOMIA - Denise Estrella
Edição 37 (28 de abril a 4 de maio/ 2012) do Jornal Gazeta Niteroiense: www.gazetanit.com.br

quinta-feira, 26 de abril de 2012

ORÇAMENTO MENSAL: Tranqüilidade ou Stress?


Próximo do fim do mês, já com todas as contas pagas, é possível entender como está a sua saúde financeira. Está sobrando ou faltando dinheiro para fechar suas contas? 


Se o que você recebe todo mês é suficiente para suprir as suas necessidades e seus desejos e você ainda consegue guardar algum dinheiro para o futuro: Parabéns! Você está com o orçamento equilibrado e precisa apenas avaliar as várias alternativas existentes para aplicar esse dinheirinho que sobrou: na caderneta de poupança, nos fundos de investimentos, em ações, em imóveis, em ouro, em dólar, etc. Ainda vamos “conversar” sobre tudo isso e mais um pouco. 


 Mas se você já entrou no cheque especial ou pediu dinheiro emprestado para alguém da família e está esperando ansiosamente o próximo contracheque, saiba que permanecer nessa situação irá levá-lo ao endividamento crescente. Que tal sair do vermelho? Pegue uma folha de papel para anotar as receitas e despesas mensais. Depois, se organize melhor e faça uma planilha no computador. O importante é que anotando você irá notar quem você realmente é. 


Algumas pessoas conseguem manter-se permanentemente na primeira situação. Muitas vivem num malabarismo financeiro carregado de stress. Você pode mudar de direção e reavaliar seus hábitos diários, seus comportamentos. Confie em você e tenha persistência, determinação e planejamento. 


Dica: envolva inclusive seus familiares. 
Chegou a hora!

Texto publicado na Coluna de ECONOMIA - Denise Estrella 
Edição 36 (21 a 27 de abril/ 2012) do Jornal Gazeta Niteroiense: www.gazetanit.com.br

terça-feira, 24 de abril de 2012

DICA: VOCÊ CONHECE O VALOR DAS MOEDAS?






















Sabe como começar a guardar dinheiro?
- todos os dias ao chegar em casa coloque todas as moedinhas do bolso, carteira, bolsa - aquelas que estão em seu poder - num cofrinho.

Deixe o cofrinho em local de fácil acesso, como guarda-roupa ou outro local fácil em seu quarto.

Diariamente desprezamos o poder das moedas e quase sempre essa fonte poderosa de recursos fica esquecida na bolsa, na carteira ou nas gavetas.

Experimente guardá-las e veja no final de um ano que elas vão,lhe ajudar E MUITO nas férias, no pagamentos dos impostos ou na compra de um mimo que estamos sonhando com ele.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

COMPRAR: NECESSIDADE OU CARÊNCIA? Encare com responsabilidade.


Nos últimos meses, o Brasil tem assistido a queda da taxa de juros com certo entusiasmo porque isso tende, aos poucos, a melhorar a qualidade de vida da população, que no fundo significa ter condições para que todas as classes sociais satisfaçam seus desejos de consumo reprimidos até então. É aí que mora o perigo! Como lutar entre o que realmente precisamos e o que desejamos? As duas coisas cabem no nosso bolso? Provavelmente não.

Se você for do tipo planejado, prevenido, talvez tenha acumulado previamente algum dinheiro numa poupança e consiga ir às compras pechinchando. Caso contrário, comprar a crédito parece ser a saída. E nessa hora é preciso fazer as três perguntas chaves: Preciso? Precisa ser agora? Posso? Depois, cabe avaliar qual das linhas de crédito que o seu banco lhe oferece é a melhor para você: cheque especial, cartão de crédito ou outras linhas de crédito pessoal.

Se decidir pelo parcelamento, aproveite esse momento em que o governo está promovendo a redução das taxas de juros nos empréstimos dos bancos públicos. Acredita-se que os demais bancos também irão reduz as suas taxas por questões de concorrência.

E cuidado com as armadilhas de empréstimo rápido e fácil, porque elas podem comprometer suas noites de sono.

Seja Consciente!

Texto publicado na Coluna de ECONOMIA - Denise Estrella
Edição 35 (14 a 20 de abril/2012) do Jornal Gazeta Niteroiense: www.gazetanit.com.br

segunda-feira, 16 de abril de 2012

CURSO DE FINANÇAS PESSOAIS - LIÇÃO 3


Na LIÇÃO I, vimos receitas, na LIÇÃO II vimos despesas, Mas qual utilidade saber as diferentes formas de receitas e despesas?


receitadespesa






O grande problema de quem começa a cuidar das finanças é não conhecer esses conceitos básicos e terminam misturando todas as contas e em pouco tempo a dívida torna-se monstruosa.


Para ter equilíbrio financeiro e passar a viver com tranquilidade as receitas e despesas devem está casadas e bem casadas. Como você já listou suas receitas e suas despesas faça o casamento delas fazendo com que suas despesas fixas sejam pagas pelas receitas fixas, lembrando que as despesas variáveis devem ter um limite de consumo de modo que sejam pagas também pelas despesas fixas.


É comum que nosso consumo seja equivalente ao que "achamos merecer": compramos muito no supermercado, almoçamos fora todos os dias sem fazer conta de quanto isso representa no orçamento, temos "direito" a uma bela farra no final de semana e por aí vai, temos "direito" a roupa nova todo mês etc etc etc


MAS MERECEMOS TAMBÉM UMA VIDA TRANQUILA.


Se sua receita não é suficiente para cobrir as despesas e você tem que recorrer todo mês ao cheque especial, ao cartão de crédito e outras modalidades de crédito... está na hora de fazer algumas mudanças.


FAÇA CORTES, pequenos cortes mas vá fazendo para ajustar as contas, e eu não estou falando ainda das despesas financeiras e juros, estou falando apenas de suas despesas pois são elas o ponto de partida.


Reduza um pouco a conta de luz, reduza um pouco a conta do celular, reduza um pouco o supermercado, reduza nos mimos e nas farras, enfim realize cortes para ajustas as despesas à sua receita (em breve darei dicas de como economizar em diversos itens).  Se mesmo com os cortes realizados você ainda não conseguiu fazer com que as receitas fixas cubram as despesas necessárias parta pra atitudes radicais OU ARRUME UM BICO OU EMPREGO EXTRA OU ASSUMA DE VEZ SEU PADRÃO DE CONSUMO E MUDE-SE PARA UMA CASA/APTO MENOR, CORTE TV A CABO, CORTE RADICAL NO CELULAR, MENOS RESTAURANTE, MENAS FARRA, PRESENTES MAIS CRIATIVOS E MENOS CARO ETC. A receita vai ter que pagar as despesas.


E afinal pra que serve as outras receitas - eventuais e variáveis? 
inicialmente para pagar as dívidas de quem tem e quem não tem ou já liquidou ela servirá para fazer o "pé de meia" e/ou para pagar nossos sonhos.


Se você quer trocar de carro, fazer um curso novo, ter umas férias diferente, comprar um equipamento ou qualquer outro benefício, use as verbas extras.


Observe com carinho a planilha das receitas. Veja quanto dinheiro você pode aproveitar se não tiver pagando juros. Como estaria sua poupança se todo mês o valor que você paga de juros fosse depositado na poupança. Quando você pensar em dinheiro pense em longo prazo pois R$ 50,00 gasto com besteira todo mês será R$ 600,00 em um ano, isso já seria o IPVA de seu carro, o material escolar de seu filho, diárias para suas férias, seu presente especial de aniversário enfim, seria muito mais bem aproveitado, portanto tenha pena de seu dinheiro.









domingo, 15 de abril de 2012

CARTÃO DE CRÉDITO: ALIADO OU VILÃO? Você decide!


Início de mês: esta é a hora em que você percebe a sua real situação financeira. Você recebe o salário, a pensão ou seus rendimentos e surgem as contas. O Cartão de Crédito entra na pauta da discussão: quebrar, guardar ou manter?

O cartão de crédito é elemento de poder em suas mãos na hora das compras e deve permanecer sob seu controle, ou seja, ser um aliado. Se utilizado da maneira correta: quitando todo o saldo da fatura mensal e possuindo um programa de fidelidade, seus gastos podem ser convertidos em milhas para você fazer aquela viagem dos seus sonhos.

Porém, se um imprevisto ocorrer (esquecimento, desemprego, compras descontroladas) e você não pagar ou resolver pagar o valor mínimo da fatura, prepare-se para encarar um ciclo vicioso, com encargos e multas escorchantes. Algumas administradoras cobram encargos em torno de 16% ao mês. Lembre-se: a poupança rende por mês, aproximadamente, 0,60%.

E regularizar sua dívida vai te exigir resistência na hora de negociá-la. Algumas Administradoras de Crédito têm enviado junto com a fatura, uma proposta de renegociação. Olho bem aberto! A proposta pode incluir compras parceladas que ainda vencerão nos próximos meses. Isso eleva a base de cálculo de sua dívida e consequentemente, os juros incidirão sob um valor bem maior.

Cuidado! Faça as contas com atenção e decida a seu favor.

Texto publicado na Coluna de ECONOMIA - Denise Estrella
Edição 34 (7 a 13 de abril/2012) do Jornal Gazeta Niteroiense: www.gazetanit.com.br