domingo, 6 de março de 2011

RESENHA: PAI RICO PAI POBRE

Mais uma bela resenha do site TERREMOTO, para um dos meus livros de finanças preferido.









Título: Pai Rico, Pai Pobre
Título Original: Rich Dad Poor Dad
Autor: Robert Kiyosaki e Sharon Lechter
Número de Páginas: 186 (português), 207 (inglês)
Resenha:

Não é à toa que esse livro é um best-seller. O autor explica de uma maneira extremamente simples e didática todos os porquês das pessoas não ficarem ricas. Kiyosaki é um gênio. Não porque apresenta teorias mirabolantes, mas justamente o contrário: porque apresenta de uma forma simples o óbvio. Tão óbvio que passa despercebido em nosso dia-a-dia. Tivemos vontade de ficar batendo com a cabeça na parede e gritar "mas como eu estou sendo burro!". Por sorte, encontramos esse livro, que nos permitirá repensar todo as nossas idéias sobre como ganhar dinheiro.

Ele parte de um princípio simples: "Meu pai me dizia para ir à escola, tirar boas notas, entrar para a faculdade e obter um bom emprego. Só que ele estava errado.". Por sorte, o autor teve como tutor o pai de seu melhor amigo (o "Pai Rico"), que, apesar de não ter o 2º grau completo, era milionário. Seu pai verdadeiro (o "Pai Pobre") era Phd e foi Secretário de Estado de Educação do Havaí (onde o autor nasceu), e ao longo de sua vida não conseguiu juntar nenhuma fortuna, apesar de ter um altíssimo grau de instrução.

O livro é basicamente sobre o que ele aprendeu com seu Pai Rico, misturando explicações teóricas com exemplos práticos pessoais dele e de vários amigos dele. O que mais dá segurança ao texto é justamente isso: ele dá exemplos reais e não fica só na teoria - e exemplos de pessoas como eu ou você. Explica com facilidade porque as pessoas consideradas "gênios" muitas vezes são pobres. Se você quer ficar rico de verdade, esse livro é indispensável. Depois da leitura do livro, corremos para a livraria mais próxima para comprar "Independência Financeira", que é a continuação de Pai Rico, Pai Pobre.

A tradução está excelente, ainda mais se levarmos em conta a péssima tradução dos livros no Brasil de uma forma geral. A tradutora colocou várias notas de pé de página explicando melhor alguns conceitos específicos sobre o mercado norte-americano. É uma pena que o livro não tenha tido nenhuma revisão técnica, pois muitas das idéias do autor não dão para serem aplicadas diretamente no Brasil, temos que adaptá-las por conta própria. Valores e contas, especialmente alíquotas de impostos (imposto de renda e Seguridade Social - INSS) são completamente diferentes no Brasil. Outra adaptação importante é lembrar-se que as taxas de juros nos EUA é completamente diferente da praticada no Brasil. Dessa forma, quando o autor fala de juros de poupança, cartões de crédito, crédito direto ao consumidor, hipoteca, etc, está completamente fora de nossa realidade. O exemplo que mais chama a atenção é o do cartão de crédito: o autor reclama da alta taxa de 19% ao ano no cartão de crédito. Acho que ele deveria passar uns tempos no Brasil para ver se ele conseguiria sobreviver com uma taxa de juros que pode facilmente chegar aos 190% ao ano...

Conclusão Final: Recomendado

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